Li hoje esta "notícia" e nao pude deixar de ficar estupefacto... aqui fica o texto...sim, porque neste monte de folhas nao se publicam noticias. Os comentários que poderia fazer sao mais que muitos mas nem me merece esse trabalho...ficam só alguns! Paulo Semedo, de 29 anos, foi despedido (não foi despedido quase de certeza, atingiu o limite maximo de prestação de serviço em regime de contrato estabelecido na lei) do exército há seis meses. O antigo soldado tem direito ao subsídio de reintegração que, “feitas as contas, rondará os 13 mil euros, após nove anos de carreira militar”. Passado meio ano, não recebeu “um tostão”, tal como ainda não conseguiu obter o subsídio do desemprego. “Valeu-me o apoio dos meus pais, senão não tinha um tecto para dormir”, refere ao CM.
“Ao fim de nove anos no exército, o sentimento que tenho é de que fui enganado. Reconheço que nunca ninguém me garantiu que ficaria para sempre como militar, mas fui criando expectativas. (expectativas de quê? se queria ficar ha concursos que permitem o ingresso no quadro permanente, mas esses sao só para quem quer alguma coisa da vida) Hoje, ao olhar para o passado e para outros jovens da minha geração, o que vejo, na verdade, é que andei a perder tempo na vida militar”, (pois claro que andou...se tivesse aproveitado para fazer umas poupanças e estudar...) diz.
Quando passou à disponibilidade, em Fevereiro, Paulo Semedo foi informado de que poderia haver um ligeiro atraso de cerca de dois meses em relação às compensações financeiras.
“Há três anos e meio que deixei de viver com os meus pais, mas o tempo foi passando e o pouco dinheiro que economizei – recebia pouco mais de 600 euros por mês (acha pouco? ha quem ganhe muito menos trabalhando muito mais e tenha, provavelmente muito mais encargos) – foi acabando. A solução foi voltar a morar com a família”, conta. “Apesar da ajuda deles, sinto que foi um retrocesso na minha vida.”
“Desde Fevereiro que tento através do contacto pessoal, telefónico e carta registada, concretamente para a Chefia de Abonos e Tesouraia, Quartel-General (qual quartel-General? há varios!), Ministério da Defesa Nacional e Estado-Maior do Exército, saber quando irei receber o subsídio, mas tem sido em vão. A última resposta que tive é que o exército está sem verba”, desabafa Paulo Semedo, ao que acrescenta: “Tive de pedir apoio à Associação Nacional de Contratados do Exército para conseguir meter os papéis do subsídio de desemprego. (Nem sequer acredito que a ANCE o tenha ajudado numa tarefa tao simples como preencher um impresso e entregá-lo no sitio certo, qualquer um faz isso desde que tenha inteligencia para o fazer sozinho) É este o reconhecimento pelos nove anos de serviço prestado, com louvores e medalhas?”, pergunta. (Ora aí está...os louvores e as medalhas foram o reconhecimento por algo, era suposto haver reconhecimento por ter medalhas e louvores?)
Paulo Semedo ingressou na tropa aos 19 anos, cumpriu o serviço militar (quatro meses obrigatórios) e depois foi convidado a trabalhar em regime de contrato no Instituto de Defesa Nacional, como técnico de pós-produção de vídeo.
“Trabalhar em imagem tem sido a minha vida desde muito jovem. Desempregado, tenho procurado trabalho nesta área, mas o máximo que consigo são estágios não remunerados, o que com a minha experiência acho que já não se justifica”, diz. O ex-militar sublinha que o mais importante agora é conseguir um trabalho. “Já estou por tudo, seja o que for aceito”, avança.
“Sou um jovem com 29 anos, que contribuiu com os melhores anos da vida em prol do Exército, para chegar ao fim e ser retribuído desta forma”, lamenta. (o futuro contrói-se a cada dia...nao se espera que alguem o construa por nós!!)
Perante o meio ano em que não recebeu qualquer dos subsídios a que tem direito, diz que isso resultou “num impasse. Num constante adiar de planos, com danos a nível pessoal, moral e financeiro”.
Acrescenta que só com muita dificuldade é que conseguiu conhecer outros dos “milhares de jovens ex-militares” que, tal como ele, esperam pelo subsídio de reintegração. (É verdade sim senhor, neste momento devem ser alguns milhares.)
“No início só tinha conhecimento de um outro rapaz que trabalhou comigo e que estava como eu, desempregado. Procurava informar-me no exército sobre outros ex-militares na minha situação. Respondiam-me que a estrutura não está vocacionada para possibilitar a comunicação de pessoas na mesma situação. (São informações pessoais que como é mais que óbvio nao podem ser fornecidas de quelquer forma e a qualquer um.) Só mais tarde é que, por outras pessoas, soube da existência da Associação Nacional de Contratados do Exército.” (Desculpe mas, como contratado, onde andou nestes anos todos???)
“Quando passei à disponibilidade, o exército não me passou a carta para o subsídio de desemprego. Senti-me de mãos atadas e foi graças à associação que pude tratar dos papéis”, diz. ( A ser verdade alguem agiu muito mal e esse problema deveria ter sido resolvido na Unidade onde prestou serviço, no momento em que sucedeu, sei que por vezes alguns militares têm a mania que fazem o que querem e estao acima de qualquer lei, mas cabe aos lezados fazer ver que não é assim.)
PERFIL
Paulo Jorge Maurício Semedo, solteiro e sem filhos, nasceu a 4 de Dezembro de 1976, em Lisboa. Ingressou na tropa aos 19 anos, então com o 11.º ano. Sempre trabalhou na pós-produção de vídeos e é nessa área, que apesar das dificuldades em encontrar emprego, deposita os seus sonhos para o futuro. Com os 13 mil euros do subsídio de reintegração que espera receber, pretende trabalhar por conta própria no tratamento de imagem com recurso à informática.
MILHARES DE EX-MILITARES À ESPERA DE RECEBER
As Forças Armadas têm-se mostrado incapazes de apresentar o número dos ex-militares que estão em lista de espera para receber o subsídio de reintegração. Serão seguramente milhares, segundo apurou o CM. Em Maio passado, o Exército reconhecia que 951 militares em regime de contrato tinham deixado as funções. A Força Aérea, por sua vez, contabilizava até Abril 123 militares na mesma situação. Também na Armada há militares abrangidos pelo subsídio de reintegração. Os subsídios deixaram de ser pagos há já, pelo menos, dez meses.
António Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, disse ao CM que tem conhecimento de ex-militares que aguardam desde essa altura para receber o apoio destinado ao reingresso na vida activa. No ano passado houve 2876 militares contratados que foram convidados a abandonar as fileiras. (Convidados? Pode acontecer em casos extremos de indisciplina ou inaptidao para o serviço militar, fora estes casos quem sai, sai porque quer ou porque termina o tempo maximo de prestação de serviço!) Este ano é estimado um número idêntico.
O regulamento de incentivos estabelece que os militares em regime de contrato têm direito, caso tenham cumprido os seis anos de contrato, a dois vencimentos por cada ano de trabalho. Com menos tempo de serviço é garantido um mês de salário por cada ano de funções.
Não ha muito mais a dizer...mas as explicações por um artigo que nao informa ninguem de coisa nenhuma, terão que ser dadas, com serteza, em local, e pelos meios, apropriaodos!!